Exercício faz bem à saúde! Mas no momento em que praticamos atividade física existe maior risco para a ocorrência de eventos cardiovasculares, como arritmias e morte súbita. Este site destina-se a discutir as questões médicas relacionadas à prática de exercícios e os avanços da medicina e fisiologia do exercício. Além disso, temos como objetivo a orientação para a adoção de um estilo de vida mais saudável.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Doutora, eu sei que sou "cardíaco", posso frequentar a piscina do clube?
Com a aproximação do verão, esta pergunta torna-se cada vez mais frequente nos consultórios de cardiologistas e médicos do esporte. Um estudo pequeno, mas randomizado, publicado no European Journal of Heart Failure avaliou o que acontece quando pacientes com insuficiência cardíaca compensada são imersos em água fria. Apesar de os pacientes terem tolerado bem a imersão passiva e a natação em água fria e morna, houve aumento da frequência de arritmias (extrassístoles) durante a imersão em água fria (22° C). Assim, mesmo em pacientes compensados, deve-se atentar para o maior risco do desenvolvimento de arritmias malignas quando pacientes com insuficiência cardíaca são expostos à imersão em água com temperaturas mais baixas. Obviamente, a temperatura da água não é o único fato a ser considerado antes de respondermos a pergunta que motivou este post. A avaliação individualizada do quadro clínico do paciente, bem como a descrição mais detalhada sobre o que significa, para o paciente, "frequentar a piscina do clube", são pontos decisivos para que possamos responder adequadamente à pergunta. De qualquer forma, em linhas gerais, se a água da tal piscina estiver muito fria, já sabemos que existe maior risco de arritmias e, portanto, a resposta será negativa para pacientes com insuficiência cardíaca, mesmo que compensados.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mais um benefício do exercício!
O excesso de oscilações em parâmetros ventilatórios durante o exercício, chamado ventilação periódica, é um fator de pior prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca. Raros estudos avaliaram intervenções capazes de reverter a ocorrência de ventilação periódica nestes pacientes. Recentemente publicamos, em conjunto com o InCor e a UFF, relato de caso onde tal fenômeno foi revertido com reabilitação cardíaca. Apesar de ser apenas um relato de caso, este artigo abre as portas para mais um benefício da prática regular de exercícios físicos em cardiopatas.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Índice de massa corporal ou composição corporal?
O índice de massa corporal (IMC) é conhecido da maioria das pessoas que vivem brigando com a balança. Trata-se de uma relação entre peso e altura [IMC=peso em kg/ (altura em cm) x (altura em cm)] e é considerado normal, pela Organização Mundial de Saúde quando encontra-se entre 18,5 e 25 kg/cm2. Apesar de ser importante, principalmente para estudos populacionais, o IMC não é isento de falhas. Por exemplo, pessoas com grande massa muscular podem apresentar IMC elevado mesmo que seu pencentual de gordura corporal seja bem baixo. Assim, o ideal na avaliação individual é que analisemos a composição corporal e a distribuição da gordura. A análise da composição corporal é importante não só para o acompanhamento de indivíduos engajados em programas de atividade física, inclusive sendo utilizada como informação na prescrição de exercício, mas também na avaliação de pacientes. Mais especificamente, um estudo recente publicado pela Mayo Clinic comprovou que menor percentual de massa magra (músculos) e maior percentual de gordura corpóreos são indicadores de pior prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca.
sábado, 10 de julho de 2010
Nossa participação no Congresso Brasileiro de Cardiologia- 2010
Todos os nossos trabalhos submetidos para apresentação no Congresso Brasileiro de Cardiologia (Belo Horizonte, 25 a 29 de setembro de 2010) foram aceitos!
Estes trabalhos são todos originais. Alguns deles são frutos de nossas parcerias com a Universidade Federal Fluminense e com o Incor-USP.
Confira abaixo os trabalhos aprovados:
Efeitos da dieta e treinamento físico sobre a modulação autonômica de indivíduos pré-hipertensos
SALES, A R K, NEVES, F J, SILVA, B M, ROCHA, N G, MEDEIROS, R F, BARBOSA, T C, PEREIRA, F S, BARROS, R B M, SOUZA, T M, CASTRO, R R T e NOBREGA, A C L.
Fundamento: A modulação autonômica está alterada em indivíduos com hipertensão e pré-hipertensão. Dieta e treinamento físico vêm sendo utilizadas tanto na profilaxia quanto no tratamento da hipertensão. Entretanto, pouco se conhece sobre seus efeitos na modulação autonômica de indivíduos pré-hipertensos (PHT). Objetivo: Determinar o impacto da dieta e do treinamento físico sobre a modulação autonômica em PHT. A hipótese testada foi que dieta e treinamento físico, quando realizados de forma combinada, diminuem a pressão arterial (PA) e aumentam a modulação autonômica (parassimpática) de PHT. Delineamento: Estudo longitudinal e cego. Pacientes: Onze PHT (37anos±2anos, IMC:26,8±0.7kg.m-2) e 21 normotensos (NT) (32±2anos, IMC:23,8±0.6kg.m-2) pareados para idade e sexo. Métodos: Foram realizados 12 semanas de dieta e treinamento físico. Antes e após a intervenção, foi realizado registro em repouso da PA batimento-batimento (Finometer®). A modulação autonômica foi avaliada pela variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e pressão arterial sistólica (VPAS). Resultados: PHT apresentaram maior PAS (PHT:129±2mmHg vs NT:109±1mmHg, P<0,05) e PAD (PHT:79±2mmHg vs NT:69±2mmHg; P<0,05), bem como menor VFC [desvio padrão dos intervalos RR (DPRR) - PHT:41,6±2.7ms vs NT:58,6±4,4ms; Variância - PHT:1810,3±254.8ms2 vs NT:3529,9±525,3ms2; poder de alta frequência (AF) - PHT:415,7±72.0ms2 vs NT:1135,2±241.2ms2] na pré-intervenção em relação ao NT (P<0,05). Foram observados aumento no VO2pico e diminuição no IMC e VPAS [AF] em ambos os grupos após a intervenção (P<0,05). Por outro lado, apenas o grupo PHT apresentou diminuição da PAS (pré:129±2mmHg vs pós:119±3mmHg; P<0,05), e aumento da VFC (DPRR - pré:41,6±2.7ms vs pós:52,7±5.3ms; Variância - pré:1810,3±254.8ms2 vs pós:3090,7±572.8ms2; AF - pré:415,7±72.0ms2 vs pós:680,1±132.0ms2) após a intervenção (P<0,05). Este efeito não foi relacionado aos valores pré-intervenção ou alterações no IMC (r<0,5; P>0,05). Conclusão: Dieta e treinamento físico provocam redução da PA em repouso e resultam em mudanças na modulação autonômica cardiovascular em PHT.
A variabilidade da ventilação durante o exerício correlaciona-se inversamente com a fração de ejeção em pacientes com insuficiência cardíaca
RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, LIGIA DE MORAES ANTUNES-CORREA, LINDA MASSAKO UENO, MARIA URBANA PINTO BRANDÃO RONDON, CARLOS EDUARDO NEGRÃO e ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA.
Introdução: A experiência clínica revela que alguns pacientes com insuficiência cardíaca (IC) apresentam oscilações na ventilação durante o exercício, sem que preecham os critérios definitivos de ventilação periódica.
Objetivo: Avaliar se a análise da variabilidade no domínio do tempo de variáveis ventilatórias durante o exercício poderia adicionar informações ao quadro clínico de pacientes com IC.
Métodos: Testes de esforço cardiopulmonares (TECPs) de 17 pacientes com IC [53% homens; idade= 59±9 anos; fração de ejeção (FE)=23±6%] tratados e com quadro clínico estável há pelo menos 2 meses foram analisados retrospectivamente. Todos os TECPs foram realizados em cicloergômetro (Medifit 400L, Medical Fitness Equipment, Maarn, Holanda), com incrementos de 5W/ min a 60 rpm até a exaustão. Ventilação-minuto (Ve), frequência respiratória (FR) e volume corrente (Vc)foram registrados a cada ciclo respiratório (SensorMedics, Vmax 229 model, BuenaVista, California). Desvio padrão e a raiz quadrada das médias das difereças de intervalos sucessivos de Ve, FR e Vc durante o exercício foram calculados e normalizados pelo número de ciclos respiratórios (SD/n and RMSSD/n, respectivamente).
Resultados: Fe correlacionou-se inversamente com SDVE/n (r=-0,53), RMSSDVE/n (r=-0,51), SDFR/n (r=-0,50) e RMSSDFR/n (r=-0,51); p<0,05) e houve tendência à correlação inversa com SDVc/n (r=-0,44; p=0,07) e RMSSDVc/n (r=-0,45; p=0,06).
Conclusão: Pacientes com menor FE apresentam maior variabilidade de FR e VE durante o exercício. Os presentes cálculos são de fácil realização e podem adicionar informações clínicas relevantes em pacientes com IC. Estudos futuros avaliando a relação destas variáveis com o prognóstico destes pacientes deverão ser realizados.
Concordância entre os critérios de esforço máximo em atletas durante ergoespirometria
SABRINA PEDROSA, ERICA CARDARETTI, EVELYN FEITOSA, FABIO DA ÍNDIAS DOS SANTOS CARVALHO, ALLAN ROBSON KLUSER SALES e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO.
INTRODUÇÃO: A presença do plateau de VO2 determina que um teste de esforço (TE) foi realmente máximo. Como este fenômeno nem sempre é visualizado, critérios secundários como frequência cardíaca (FC) máxima e quociente respiratório (QR) costumam ser utilizados para determinação de um TE máximo. Tais critérios não foram testados em atletas.
OBJETIVO: Avaliar a concordância entre os critérios de FC máxima estimada [(220-idade)±10bpm) e QR (>1,15) e a presença de plateau de VO2 em atletas.
METODOLOGIA: Atletas de diferentes modalidades realizaram TE em esteira rolante (Trackmaster 30-30) com análise metabólica de gases (ULTIMA CARDIO2, Medgraphics, EUA) e monitorização cardiográfica (Cardioperfect, WelchAllin, EUA). Os dados são apresentados utilizando-se estatística descritiva.
RESULTADOS: Todos os atletas (N=49; idade=24±1 anos) atingiram plateau de VO2. Vinte atletas (40,8%) não atingiram critério de FC máxima e 7 (14,2%) não atingiram critério máximo de RQ. Além disso, se o critério para interrupção do exame fosse FC máxima estimada, 11 indivíduos (22,4%) teriam seu exame interrompido precocemente.
CONCLUSÃO: FC estimada e RQ não devem ser considerados como critérios definitivos para a determinação de um TE máximo em atletas. Em atletas, durante um TE com ergoespirometria onde o esforço máximo é desejado, deve-se estimular a continuidade do exame até que o plateau de VO2 seja alcançado.
Avaliação dos mecanismos envolvidos na resposta metaborreflexa após fadiga respiratória e aplicação de ventilação não invasiva na insuficiência cardíaca
ADALGIZA M MORENO, RENATA R T CASTRO, MAURICIO SANT ANNA J, MICHAEL P M GUERRA, ALINE COSTA DE REZENDE e ANTONIO C L NOBREGA.
Fundamento: A fadiga muscular respiratória tem sido alvo de vários estudos que demonstram fortes indícios de que a mesma pode desencadear o metaborreflexo inspiratório, sendo este o fator limitante do exercício. Objetivo: Avaliar o fluxo sanguíneo microvascular periférico e respiratório após a indução da fadiga na musculatura ventilatória seguida por ventilação não invasiva (VNI) em pacientes com IC e em indivíduos saudáveis. Testaremos a hipótese de que a indução da fadiga da musculatura ventilatória geraria redirecionamento do fluxo para a mesma, com vasoconstricção periférica e que o uso de VNI atenuaria esta resposta na insuficiência cardíaca (IC). Pacientes e Métodos: Estudo de caso e controle. Indivíduos com IC [(n=5), idade=66 ± 12; fração de ejeção (FE) <50%; pressão inspiratória máxima (PImax) < 70% do predito] e voluntários sadios [n=7; idade= 65 ± 13; FE=34 ± 11 %] foram submetidos ás seguintes avaliações: exames clínicos e laboratoriais; espirometria, manovacuometria e espectroscopia quase infravermelha (NIRS), que forneceu oxihemoglobina e desoxihemoglobina - saturação de O2 (SpO2). O transdutor foi posicionado no antebraço (AntB) e sétimo espaço Intercostal (IntC) à esquerda. A fadiga foi promovida com 60% da PImax através do uso de Threshold. As medidas de SpO2 foram obtidas no repouso, 1 min, 2 min, 3min e fadiga, e após este procedimento a VNI foi realizada por 3 minutos com 20 cmH2O. Foi utilizado ANOVA fator duplo e Bonferroni com p<0,05. Resultados: Quando comparados SpO2 dos IntC (42,9%) e (64,%) com AntB (51,0%) e (62,4%) respectivamente nos grupo IC e saudáveis no repouso, p < 0,05. No AntB do grupo IC, ocorreu redução da SpO2 do repouso para a fadiga (p < 0, 008). Após a indução da fadiga e uso de VNI, observamos no grupo IC aumento da SpO2 para o AntB (p= 0, 009). Conclusão: Na fadiga respiratória, ocorreu o desencadeamento do metaborreflexo nos pacientes com IC, levando ao direcionamento do fluxo sanguíneo de AntB para os IntC, estes achados sugerem redução de fluxo periférico . A VNI aumenta o fluxo para a AntB atenuando esta resposta, somente para os pacientes com IC.
Estes trabalhos são todos originais. Alguns deles são frutos de nossas parcerias com a Universidade Federal Fluminense e com o Incor-USP.
Confira abaixo os trabalhos aprovados:
Efeitos da dieta e treinamento físico sobre a modulação autonômica de indivíduos pré-hipertensos
SALES, A R K, NEVES, F J, SILVA, B M, ROCHA, N G, MEDEIROS, R F, BARBOSA, T C, PEREIRA, F S, BARROS, R B M, SOUZA, T M, CASTRO, R R T e NOBREGA, A C L.
Fundamento: A modulação autonômica está alterada em indivíduos com hipertensão e pré-hipertensão. Dieta e treinamento físico vêm sendo utilizadas tanto na profilaxia quanto no tratamento da hipertensão. Entretanto, pouco se conhece sobre seus efeitos na modulação autonômica de indivíduos pré-hipertensos (PHT). Objetivo: Determinar o impacto da dieta e do treinamento físico sobre a modulação autonômica em PHT. A hipótese testada foi que dieta e treinamento físico, quando realizados de forma combinada, diminuem a pressão arterial (PA) e aumentam a modulação autonômica (parassimpática) de PHT. Delineamento: Estudo longitudinal e cego. Pacientes: Onze PHT (37anos±2anos, IMC:26,8±0.7kg.m-2) e 21 normotensos (NT) (32±2anos, IMC:23,8±0.6kg.m-2) pareados para idade e sexo. Métodos: Foram realizados 12 semanas de dieta e treinamento físico. Antes e após a intervenção, foi realizado registro em repouso da PA batimento-batimento (Finometer®). A modulação autonômica foi avaliada pela variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e pressão arterial sistólica (VPAS). Resultados: PHT apresentaram maior PAS (PHT:129±2mmHg vs NT:109±1mmHg, P<0,05) e PAD (PHT:79±2mmHg vs NT:69±2mmHg; P<0,05), bem como menor VFC [desvio padrão dos intervalos RR (DPRR) - PHT:41,6±2.7ms vs NT:58,6±4,4ms; Variância - PHT:1810,3±254.8ms2 vs NT:3529,9±525,3ms2; poder de alta frequência (AF) - PHT:415,7±72.0ms2 vs NT:1135,2±241.2ms2] na pré-intervenção em relação ao NT (P<0,05). Foram observados aumento no VO2pico e diminuição no IMC e VPAS [AF] em ambos os grupos após a intervenção (P<0,05). Por outro lado, apenas o grupo PHT apresentou diminuição da PAS (pré:129±2mmHg vs pós:119±3mmHg; P<0,05), e aumento da VFC (DPRR - pré:41,6±2.7ms vs pós:52,7±5.3ms; Variância - pré:1810,3±254.8ms2 vs pós:3090,7±572.8ms2; AF - pré:415,7±72.0ms2 vs pós:680,1±132.0ms2) após a intervenção (P<0,05). Este efeito não foi relacionado aos valores pré-intervenção ou alterações no IMC (r<0,5; P>0,05). Conclusão: Dieta e treinamento físico provocam redução da PA em repouso e resultam em mudanças na modulação autonômica cardiovascular em PHT.
A variabilidade da ventilação durante o exerício correlaciona-se inversamente com a fração de ejeção em pacientes com insuficiência cardíaca
RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, LIGIA DE MORAES ANTUNES-CORREA, LINDA MASSAKO UENO, MARIA URBANA PINTO BRANDÃO RONDON, CARLOS EDUARDO NEGRÃO e ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA.
Introdução: A experiência clínica revela que alguns pacientes com insuficiência cardíaca (IC) apresentam oscilações na ventilação durante o exercício, sem que preecham os critérios definitivos de ventilação periódica.
Objetivo: Avaliar se a análise da variabilidade no domínio do tempo de variáveis ventilatórias durante o exercício poderia adicionar informações ao quadro clínico de pacientes com IC.
Métodos: Testes de esforço cardiopulmonares (TECPs) de 17 pacientes com IC [53% homens; idade= 59±9 anos; fração de ejeção (FE)=23±6%] tratados e com quadro clínico estável há pelo menos 2 meses foram analisados retrospectivamente. Todos os TECPs foram realizados em cicloergômetro (Medifit 400L, Medical Fitness Equipment, Maarn, Holanda), com incrementos de 5W/ min a 60 rpm até a exaustão. Ventilação-minuto (Ve), frequência respiratória (FR) e volume corrente (Vc)foram registrados a cada ciclo respiratório (SensorMedics, Vmax 229 model, BuenaVista, California). Desvio padrão e a raiz quadrada das médias das difereças de intervalos sucessivos de Ve, FR e Vc durante o exercício foram calculados e normalizados pelo número de ciclos respiratórios (SD/n and RMSSD/n, respectivamente).
Resultados: Fe correlacionou-se inversamente com SDVE/n (r=-0,53), RMSSDVE/n (r=-0,51), SDFR/n (r=-0,50) e RMSSDFR/n (r=-0,51); p<0,05) e houve tendência à correlação inversa com SDVc/n (r=-0,44; p=0,07) e RMSSDVc/n (r=-0,45; p=0,06).
Conclusão: Pacientes com menor FE apresentam maior variabilidade de FR e VE durante o exercício. Os presentes cálculos são de fácil realização e podem adicionar informações clínicas relevantes em pacientes com IC. Estudos futuros avaliando a relação destas variáveis com o prognóstico destes pacientes deverão ser realizados.
Concordância entre os critérios de esforço máximo em atletas durante ergoespirometria
SABRINA PEDROSA, ERICA CARDARETTI, EVELYN FEITOSA, FABIO DA ÍNDIAS DOS SANTOS CARVALHO, ALLAN ROBSON KLUSER SALES e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO.
INTRODUÇÃO: A presença do plateau de VO2 determina que um teste de esforço (TE) foi realmente máximo. Como este fenômeno nem sempre é visualizado, critérios secundários como frequência cardíaca (FC) máxima e quociente respiratório (QR) costumam ser utilizados para determinação de um TE máximo. Tais critérios não foram testados em atletas.
OBJETIVO: Avaliar a concordância entre os critérios de FC máxima estimada [(220-idade)±10bpm) e QR (>1,15) e a presença de plateau de VO2 em atletas.
METODOLOGIA: Atletas de diferentes modalidades realizaram TE em esteira rolante (Trackmaster 30-30) com análise metabólica de gases (ULTIMA CARDIO2, Medgraphics, EUA) e monitorização cardiográfica (Cardioperfect, WelchAllin, EUA). Os dados são apresentados utilizando-se estatística descritiva.
RESULTADOS: Todos os atletas (N=49; idade=24±1 anos) atingiram plateau de VO2. Vinte atletas (40,8%) não atingiram critério de FC máxima e 7 (14,2%) não atingiram critério máximo de RQ. Além disso, se o critério para interrupção do exame fosse FC máxima estimada, 11 indivíduos (22,4%) teriam seu exame interrompido precocemente.
CONCLUSÃO: FC estimada e RQ não devem ser considerados como critérios definitivos para a determinação de um TE máximo em atletas. Em atletas, durante um TE com ergoespirometria onde o esforço máximo é desejado, deve-se estimular a continuidade do exame até que o plateau de VO2 seja alcançado.
Avaliação dos mecanismos envolvidos na resposta metaborreflexa após fadiga respiratória e aplicação de ventilação não invasiva na insuficiência cardíaca
ADALGIZA M MORENO, RENATA R T CASTRO, MAURICIO SANT ANNA J, MICHAEL P M GUERRA, ALINE COSTA DE REZENDE e ANTONIO C L NOBREGA.
Fundamento: A fadiga muscular respiratória tem sido alvo de vários estudos que demonstram fortes indícios de que a mesma pode desencadear o metaborreflexo inspiratório, sendo este o fator limitante do exercício. Objetivo: Avaliar o fluxo sanguíneo microvascular periférico e respiratório após a indução da fadiga na musculatura ventilatória seguida por ventilação não invasiva (VNI) em pacientes com IC e em indivíduos saudáveis. Testaremos a hipótese de que a indução da fadiga da musculatura ventilatória geraria redirecionamento do fluxo para a mesma, com vasoconstricção periférica e que o uso de VNI atenuaria esta resposta na insuficiência cardíaca (IC). Pacientes e Métodos: Estudo de caso e controle. Indivíduos com IC [(n=5), idade=66 ± 12; fração de ejeção (FE) <50%; pressão inspiratória máxima (PImax) < 70% do predito] e voluntários sadios [n=7; idade= 65 ± 13; FE=34 ± 11 %] foram submetidos ás seguintes avaliações: exames clínicos e laboratoriais; espirometria, manovacuometria e espectroscopia quase infravermelha (NIRS), que forneceu oxihemoglobina e desoxihemoglobina - saturação de O2 (SpO2). O transdutor foi posicionado no antebraço (AntB) e sétimo espaço Intercostal (IntC) à esquerda. A fadiga foi promovida com 60% da PImax através do uso de Threshold. As medidas de SpO2 foram obtidas no repouso, 1 min, 2 min, 3min e fadiga, e após este procedimento a VNI foi realizada por 3 minutos com 20 cmH2O. Foi utilizado ANOVA fator duplo e Bonferroni com p<0,05. Resultados: Quando comparados SpO2 dos IntC (42,9%) e (64,%) com AntB (51,0%) e (62,4%) respectivamente nos grupo IC e saudáveis no repouso, p < 0,05. No AntB do grupo IC, ocorreu redução da SpO2 do repouso para a fadiga (p < 0, 008). Após a indução da fadiga e uso de VNI, observamos no grupo IC aumento da SpO2 para o AntB (p= 0, 009). Conclusão: Na fadiga respiratória, ocorreu o desencadeamento do metaborreflexo nos pacientes com IC, levando ao direcionamento do fluxo sanguíneo de AntB para os IntC, estes achados sugerem redução de fluxo periférico . A VNI aumenta o fluxo para a AntB atenuando esta resposta, somente para os pacientes com IC.
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
Temas livres aprovados para o Congresso de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro
Mais uma vez garantimos nossa participação no Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (SOCERJ).
Apresentaremos 4 temas livres, com resultados de nossos projetos científicos no Congresso da SOCERJ (04 a 07 de agosto, no Hotel Intercontinental, Rio de Janeiro, RJ).
Trabalhos aceitos:
01. A variabilidade da ventilação durante o exerício correlaciona-se inversamente com a fração de ejeção em pacientes com insuficiência cardíaca. RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, LIGIA DE MORAES ANTUNES-CORREA, LINDA MASSAKO UENO, MARIA URBANA PINTO BRANDÃO RONDON, CARLOS EDUARDO NEGRÃO e ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA.
02. Utilização do eletrocardiograma no diagnóstico da vagotonia induzida por treinamento aeróbico: estudo envolvendo maratonistas aquáticos. FERNANDA DE SOUZA NOGUEIRA SARDINHA MENDES, ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO
03. Concordância entre os critérios de esforço máximo em atletas durante ergoespirometria. SABRINA PEDROSA, ERICA CARDARETTI, EVELYN FEITOSA, FABIO DA ÍNDIAS DOS SANTOS CARVALHO, ALLAN ROBSON KLUSER SALES e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO.
04. Efeitos da dieta e treinamento físico sobre a modulação autonômica de indivíduos pré-hipertensos. ALLAN ROBSON LUSER SALLES, FABRÍCIA JUNQUEIRA DAS NEVES, BRUNO MOREIRA SILVA, NATALIA ROCHA, THALES BARBOSA, FELIPE PEREIRA, RICARDO BARROS, TATIANE SOUZA, RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NÓBREGA.
Apresentaremos 4 temas livres, com resultados de nossos projetos científicos no Congresso da SOCERJ (04 a 07 de agosto, no Hotel Intercontinental, Rio de Janeiro, RJ).
Trabalhos aceitos:
01. A variabilidade da ventilação durante o exerício correlaciona-se inversamente com a fração de ejeção em pacientes com insuficiência cardíaca. RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, LIGIA DE MORAES ANTUNES-CORREA, LINDA MASSAKO UENO, MARIA URBANA PINTO BRANDÃO RONDON, CARLOS EDUARDO NEGRÃO e ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA.
02. Utilização do eletrocardiograma no diagnóstico da vagotonia induzida por treinamento aeróbico: estudo envolvendo maratonistas aquáticos. FERNANDA DE SOUZA NOGUEIRA SARDINHA MENDES, ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO
03. Concordância entre os critérios de esforço máximo em atletas durante ergoespirometria. SABRINA PEDROSA, ERICA CARDARETTI, EVELYN FEITOSA, FABIO DA ÍNDIAS DOS SANTOS CARVALHO, ALLAN ROBSON KLUSER SALES e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO.
04. Efeitos da dieta e treinamento físico sobre a modulação autonômica de indivíduos pré-hipertensos. ALLAN ROBSON LUSER SALLES, FABRÍCIA JUNQUEIRA DAS NEVES, BRUNO MOREIRA SILVA, NATALIA ROCHA, THALES BARBOSA, FELIPE PEREIRA, RICARDO BARROS, TATIANE SOUZA, RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NÓBREGA.
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