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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Projeto verão: Cuidado com os exageros!

Recentemente uma entrevista nossa foi publicada no Jornal "Zero Hora".


"Esforço excessivo a curto prazo não é receita de sucesso" alerta médica do esporte

Dores musculares generalizadas são as queixas mais comuns, seguidas de lesões

Sol a pino, praia, roupas curtas. Para se adequar às características de umas das estações mais esperadas do ano, muitas pessoas buscam definir músculos para desfilar corpos exuberantes. Os chamados "malhadores de verão" lotam os terrenos fitness nos meses anteriores à estação do calor e encaram cargas que superam seus limites. Por conta disso, muitos sofrem lesões graves, sentem dores e, como resultado, abandonam a atividade antes mesmo de se habituar a ela.

De acordo com a médica do esporte do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) Renata Castro, o esforço excessivo a curto prazo não é receita de sucesso para ninguém. As dores musculares generalizadas são as queixas mais comuns, seguidas de lesões provenientes da aplicação de cargas altas sobre as articulações. As dores lombares também estão no ranking de reclamações dos sedentários que mal estão acostumados a andar e já querem correr.

— Há uma fronteira entre o exagero e o saudável. Para saber se você ultrapassou esse limite basta avaliar como se sente no pós-exercício. Se não existe a capacidade de praticar a atividade no dia seguinte é certo de que houve avanços inadequados — explica.

Nestes casos, o afastamento do treino é a solução imediata, em alguns casos, com a necessidade do uso de anti-inflamatórios.

— E aí podem surgir as consequências inerentes aos medicamentos — completa.

Recomenda-se para uma vida saudável, no mínimo, 30 minutos de exercício aeróbico por dia, quatro vezes por semana. E os benefícios só começam a aparecer, segundo a especialista, após seis meses de treino.

Renata reforça que atividade física é um fator essencial para a saúde dos ossos seja para homens ou mulheres. Mas é preciso adequar o exercício com a condição física do praticante, independente das peculiaridades do sexo.

— O treino periódico e constante pode afetar positivamente o pico de massa óssea em crianças e adolescentes; auxiliar a manter ou mesmo promover um aumento na densidade óssea em adultos; auxiliar na diminuição da perda de massa óssea devido à idade em adultos mais velhos, evitando inclusive a osteoporose — lembra a especialista.

Sobre as atividades de alto impacto, a médica ressalva que esse tipo de atividade deve ser praticada com utensílios adequados como calçados apropriados e um bom acompanhamento. Antes de iniciar esse tipo de treino, no entanto, é necessário fazer um teste ergométrico e realizar uma avaliação médica.

— O ideal é recorrer a um médico do exercício, capacitado para identificar se a pessoas estão ou não aptas a praticá-los e ainda a orientar este treino — conclui.

Antes de dar início à prática de exercícios é importante ainda, segundo a médica, levar em consideração alguns pontos:

:: O tipo de modalidade

— Não adianta escolher uma atividade que não traga prazer, o que seria mais um pretexto para o abandono do treino — complementa Renata.

:: Objetivo a ser atingido:

A pessoa precisa avaliar seus objetivos para buscar o exercício que mais rapidamente vai ajudá-la a conquistar o que deseja.

— Seja emagrecer, ganhar massa muscular, diminuir o risco cardiovascular. De nada adianta estar bem com o espelho e de mal com a saúde — adverte.
BEM-ESTAR

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Boxe como adjuvante no tratamento da Doença de Parkinson

Não são raros os casos de alterações neurológicas em lutadores de boxe. Quem não se lembra do momento em que Muhamad Ali, um dos maiores boxers de todos os tempos, acendeu a tocha olímpica na abertura das Olimpíadas de Atlanta (1996) com seus movimentos enrijecidos pela Doença de Parkinson?

Os traumas cerebrais repetidos, conseqüentes à prática do boxe podem produzir danos neurológicos progressivos. Inicialmente esta síndrome era conhecida como "demência pugilística" e mais recentemente passou a ser denominada encefalopatia traumática crônica. Mas isso foi descrito em 1920 e não é novidade...

A novidade é que uma série de casos publicada recentemente teve bons resultados ao propor treinamento de boxe a pacientes com Doença de Parkinson. Antes que vocês imaginem pacientes parkinsonianos degladiando-se sobre um ringue de boxe, vou explicar melhor. Os pacientes do estudo foram submetidos a treinamento específico, envolvendo os movimentos do boxe, além de exercícios convencionais que visavam aumentar força, flexibilidade e resistância. Apesar da natureza progressiva da Doença de Parkinson, os pacientes tiveram benefícios a curto e longo prazo (36 semanas) em testes de equilíbrio, marcha, atividades cotidianas e qualidade de vida, com o treinamento de boxe. Estudos envolvendo um maior número de pacientes ainda são necessários, mas estes resultados são bastante interessantes.

Para ler mais sobre conseqüências neurológicas da prática de boxe: Chronic Traumatic Encephalopathy in Athletes: Progressive Tauopathy following Repetitive Head Injury

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Aficcionados por tecnologia, vamos correr!!!

http://www.youtube.com/watch?v=CVa45AuSKvo

Tenho utilizado o Garmin Forerunner 310 XT durante corrida. Para aqueles que gostam de tecnologia, é um prato cheio. Tem GPS, mostrando distância percorrida e calculando a velocidade em tempo real. A função de monitor de freqüência cardíaca também funciona muito bem, praticamente sem interferências. O download do treino para computador é automático, via bluetooth. Com cadastro gratuito no site da Garmin é possível visualizar o percurso do treino no Google maps, e  curva de freqüência cardíaca e de altitude. Enfim,  ainda existem outros recursos que ainda não testei. Apesar de não ter gostado do design e do tamanho deste "brinquedinho", posso dizer que, funcionalmente, ele está mais do que aprovado. Ah, já ia me esquecendo... não é difícil de usar e tem menu e manual em português.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Exercício na Síndrome do Ovário Policístico

A síndrome do ovário policístico (SOP)  é extremamente comum, atingindo cerca de 6% das mulheres em idade fértil. Irregularidades menstruais, presença de pêlos em locais tipicamente masculinos e a presença de cistos nos ovários podem ser indícios desta síndrome. Pouco se sabe a respeito dos possíveis efeitos benéficos da prática regular de exercícios sobre a SOP. Esta semana foi publicada uma revisão sistemática que avaliou os efeitos da prática de exercícios sobre a SOP. Apesar de poucos artigos terem sido encontrados e analisados, esta metanálise concluiu que os principais benefícios do exercício nestes casos são: melhora da ovulação, redução da  incidência de resistência insulínica e perda de peso.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Exercício na prevenção e prognóstico da Doença de Alzheimer

Pesquisadores da Universidade de Colúmbia, EUA, acompanharam mais de 350 idosos por cerca de cinco anos e concluíram que a prática regular de exercícios físicos reduziu a incidência de Doença de Alzheimer nesta população. Além disso, o maior volume de treinamento correlacionou-se inversamente com a mortalidade destes pacientes, apesar de não ter relação com a intensidade do déficit cognitivo.

Para maiores detalhes: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20808142

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Musculação em crianças

O treinamento contra-resistência, antes proscrito para crianças, começa a ter seus benefícios comprovados também nos mais jovens. Obviamente, tais programas de condicionamento muscular devem ser prescritos por profissionais especializados, cientes das peculiaridades físicas e psíquicas de crainças e adolescentes.

Para saber mais: Pediatric resistance training: benefits, concerns, and program design considerations. Curr Sports Med Rep. 2010 May-Jun;9(3):161-8

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Comecei a praticar exercício. Vou morrer mais tarde?

Pesquisadores suecos acompanharam mais de 2000 homens com idade em torno de 50 anos por cerca de 35 anos para responder a esta pergunta. A resposta saiu publicada no último número do British Journal of Sports Medicine. Segundo os resultados da pesquisa, as taxas de mortalidade (número de óbitos/ 100 pessoas-anos) foram: 27,1, 23,6, and 18,4, para os indivíduos que se exercitaram pouco, medianamente ou muito, respectivamente. O mais interessante é que os voluntários que aumentaram o volume de prática de exercícios entre seus 50 e 60 anos de idadesó tiveram mudanças no risco relativo de mortalidade (igualando-se àqueles que já praticavam atividade física intensamente, uma década após assumirem esta mudança no estilo de vida. Ou seja, exercício não é vacina, mas sim um "medicamento", com efeito "dose-dependente" e com admistração regular. A prescrição do exercício deve ser otimizada, visando maximizar seus possíveis benefícios. Converse com um especialista e obtenha os melhores resultados!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sintomas urinários podem melhorar com exercício.

Dois artigos publicados recentemente apontam para o benefício da prátcia regular de exercícios na melhora de sintomas urinários. Um deles avaliou mais de 300 mulheres com sobrepeso ou obesas com incontinência urinária e encontrou redução na frequência destes episódios após redução do peso das pacientes. O outro estudo,  realizado com 56 pacientes que apresentavam interrupção do sono por necessidade de urinar, revelou melhora desta queixa após intervenções não-farmacológicas, entre elas, a realização frequente de exerícios físicos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Temas livres aprovados para o Congresso de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro

Mais uma vez garantimos nossa participação no Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (SOCERJ).
Apresentaremos 4 temas livres, com resultados de nossos projetos científicos no Congresso da SOCERJ (04 a 07 de agosto, no Hotel Intercontinental, Rio de Janeiro, RJ).

Trabalhos aceitos:
01. A variabilidade da ventilação durante o exerício correlaciona-se inversamente com a fração de ejeção em pacientes com insuficiência cardíaca. RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, LIGIA DE MORAES ANTUNES-CORREA, LINDA MASSAKO UENO, MARIA URBANA PINTO BRANDÃO RONDON, CARLOS EDUARDO NEGRÃO e ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA.

02. Utilização do eletrocardiograma no diagnóstico da vagotonia induzida por treinamento aeróbico: estudo envolvendo maratonistas aquáticos. FERNANDA DE SOUZA NOGUEIRA SARDINHA MENDES, ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NOBREGA e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO

03. Concordância entre os critérios de esforço máximo em atletas durante ergoespirometria. SABRINA PEDROSA, ERICA CARDARETTI, EVELYN FEITOSA, FABIO DA ÍNDIAS DOS SANTOS CARVALHO, ALLAN ROBSON KLUSER SALES e RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO.

04. Efeitos da dieta e treinamento físico sobre a modulação autonômica de indivíduos pré-hipertensos. ALLAN ROBSON LUSER SALLES, FABRÍCIA JUNQUEIRA DAS NEVES, BRUNO MOREIRA SILVA, NATALIA ROCHA, THALES BARBOSA, FELIPE PEREIRA, RICARDO BARROS, TATIANE SOUZA, RENATA RODRIGUES TEIXEIRA DE CASTRO, ANTONIO CLAUDIO LUCAS DA NÓBREGA.